Notas e tendências do Portugal Fashion 2022

Conheça os destaques da 50ª edição do Portugal Fashion e inspire-se para o próximo inverno.

Já terminou a 50ª edição do Portugal Fashion e, na memória, ficam as tendências que marcaram os principais desfiles.

Sem perder a individualidade que os caracteriza (e que deles se espera), os estilistas portugueses deixaram antever algumas tendências para o próximo outono/inverno, e há peças que não surpreenderiam se marcassem presença nas principais montras do país.

O evento aconteceu no Porto e, como já é habitual, deu por encerrada a época de eventos de moda em Portugal, uma vez que a Lisbon Fashion Week também já teve lugar.

Fazemos um resumo dos principais destaques, para que não lhe falte inspiração na próxima estação fria.

Portugal Fashion

As tendências que ficam do Portugal Fashion

Questionar identidades

Peças que questionam a identidade - de género, cultural, nacional - estiveram presentes em vários desfiles ao longo dos três dias de Portugal Fashion.

Nos primeiros desfiles a identidade de género foi questionada pela Ahcor, que trouxe vários coordenados de género neutro, mas foi o regresso em grande de Pedro Pedro que confirmou a tendência sem reservas. Depois de dois anos longe das passerelles "para recuperar a liberdade criativa", o estilista voltou com uma coleção que dá para todos por igual. Por entre cores neutras, peças de aura vintage e modelos atuais, os coordenados sucederam-se num desfile altamente democrático e descomplexado.

Já Estelita Mendonça apresentou várias propostas que trazem a identidade cultural para a discussão. A portugalidade foi o elemento central do desfile da estilista, que se inspirou em cores, formas e temas da cultura portuguesa para reinventar coordenados.

Respeitar o ambiente

Se Pedro Pedro deitou mão às peles falsas para mostrar que a moda não precisa de ser cruel, a Ahcor veio provar que não é preciso novo para fazer novo.

Focada no conceito de economia circular, a marca da estilista Sílvia Rocha faz uso de tudo o que, para a indústria da moda, parece inútil: tecidos deadstock, lençóis, colchas. Se dá para costurar e ninguém mais vai usar, a Ahcor aproveita - e a transformação fica mesmo capaz de brilhar no Portugal Fashion.

Portugal fashion

Metalizados

Seja em tecidos ou em acessórios, os metalizados estiveram em grande no Portugal Fashion e adivinha-se que também venham a estar em grande na próxima estação fria. 

Na coleção partilhada Mariacarlos x Inêsmanuel, o metalizado esteve nos pequenos detalhes: ora era aplicado às peças em pequenos apontamentos, ou emprestava aos acessórios o destaque necessário para assumirem um papel de relevo no coordenado.

Davii, pelo contrário, atirou em força e usou tecidos metalizados para criar peças totalmente brilhantes, que dominavam completamente os looks.

Texturas

Estiveram em praticamente todos os desfiles de todos os estilistas do Portugal Fashion. Rendas, crochet, transparências… tudo serviu para trazer vida aos materiais para lá da forma. Destacamos, em particular, o crochet de Carolina Sobral, que marcou várias propostas ao longo do desfile como elemento decorativo nas peças. Surgiu em várias cores, quase sempre vivas, numa revisita nada tímida às tradições das nossas avós.

Pedro Pedro também usou crochet, embora com menos vida - porque a coleção era fluída no género -, e Marcelo Almiscarado também apresentou vários apontamentos.

Já Katty Xiomara apostou em força nas rendas, por vezes de dimensões razoáveis e de bom destaque nos coordenados. Rendas também foram a escolha de Miguel Vieira, ainda que o estilista tenha preservado a sobriedade que lhe é (re)conhecida.

Portugal Fashion

Formas baggy

As formas baggy também marcaram vários coordenados ao longo do certame. Por um lado, são fruto da utilização de materiais que privilegiam o conforto e a sustentabilidade (pensamos, por exemplo, na filosofia da Ahcor e em como as formas baggy podem nascer da reutilização de materiais da área têxtil para o lar). Por outro, também servem o propósito de fazer os coordenados fluírem no género, uma vez que servem a eles e a elas da mesma forma.

Ainda assim, o verdadeiro domínio das formas baggy nem foi na Ahcor, mas nos desfiles de Davii e Huarte, que trouxeram o conforto para a linha da frente e, para isso, alargaram (muito) as costuras aos coordenados.

Cores vivas

Já se tinha percebido, por outros eventos, que o próximo inverno não vai ser só preto e cinzento, mas o Portugal Fashion veio reforçar a tendência. Se a Ahcor apostou nos verdes e laranjas fortes, Diogo van der Sandt pediu emprestados os tons vivos do Expressionismo Abstrato e apresentou propostas alegres e inconformadas.

Susana Bettencourt, por sua vez, deitou mão a todas as cores da paleta, usando-as individualmente ou em combinações mais ou menos improváveis.

Uma nota em particular para os coordenados de Marcelo Almiscarado, que trouxe ao Portugal Fashion as cores do arco-íris. Ao contrário do que aconteceu com outros estilistas, que usaram as cores como elemento de contraste através da sobreposição de camadas, Marcelo Almiscarado juntou todas as cores na mesma camada e propôs uma transição suave entre elas, reduzindo a agressividade do contraste e harmonizando mais a paleta.

Para não perder nenhuma das novidades, aproveite e veja ainda as tendências que deram que falar na Lisbon Fashion Week

#betrend

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