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High Trend

Bravo! Magnifique!

01/11/2013

Christian Dior nasceu em Granville, na costa da Normandia, em 1905. Aos 15 anos, mudou-se com a família para Paris com o sonho de trabalhar no mundo das artes, mas acabou por servir como ofícial do exército na Segunda Guerra Mundial. Assim que chegaram os tempos de paz, foi-lhe oferecido um emprego em Paris, pelo costureiro Lucien Lelong, e foi aí que tudo começou.

França emergiu da Segunda Guerra Mundial em ruínas: meio milhão de edifícios estavam destruídos, e as roupas, carvão e alimentos eram escassos. No entanto, como reverso da medalha, espaço e oportunidades para novos negócios florescerem era coisa que não faltava. A indústria da moda não foi excepção. A oportunidade que faltava a Dior, chegou através de um amigo de infância, que o apresentou a Marcel Boussac, o "Rei do Algodão", com um império de estábulos, jornais e um império de fábricas têxteis.

Com ele, Dior partilhou a sua teoria de que o público estava pronto para um novo estilo e descreveu-lhe a sua visão: um new look luxuoso, com uma silhueta sumptuosa e saias esvoaçantes. Boussac ficou convencido e concordou apoiar o lançamento em grande estilo de nova casa de alta costura do jovem alfaiate e o primeiro desfile da Christian Dior Couture aconteceu a 12 de fevereiro de 1947. 

Naquela altura, o comércio de alta costura de Paris estava num estado precário, a precisar urgentemente de emoção. As mulheres usavam fatos sóbrios com saias pelo joelho que não eram mais que versões de guerra ​​da silhueta dos anos 1930. Quando Christian Dior apresentou a sua colecção de de roupas de luxo, com ombros macios, cinturinhas de vespa e saias fluidas, iniciou uma revolução que deixou até os mais cépticos de queixo caído e fez furor entre os críticos de moda. Bravo! Magnifique! Ravissant!  Era assim aclamado em capas de revistas.
Dior acertou em cheio quando assumiu que as pessoas queriam algo novo depois de anos de guerra, brutalidade e sofrimento. O seu "New Look" foi uma reminiscência da Belle Epoque do início de 1900: as saias longas, cinturas minúsculas e tecidos lindos e era absolutamente adequado para a era do pós-guerra.

Depois do desfile, a Casa Dior foi inundada com encomendas: Rita Hayworth escolheu um vestido de noite para a estreia de seu novo filme, Gilda . A bailarina Margot Fonteyn também comprou um fato. A elas, seguiram-se muitas outras estrelas e divas de Hollywood. Por fim, Dior colocou Paris de volta no mapa da moda. 

Fotos: Time